ANO III




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Sábado, 15 de Novembro de 2008
“Subprime Pacheco” vem aí

Texto de minha autoria escrito em 30/07/08 comentando sobre a classificação do grau
de investimentos do Brasil. Vale a pena ler de novo.

Para quem viveu a crise financeira americana da década de 1960, dentro do mercado
financeiro (eu trabalhava no City Bank), com os gastos da guerra do Vietnam, que
culminou com  o fim do padrão ouro americano, no governo Nixon, confesso que o
debate  sobre a classificação de risco do Brasil é uma bobagem sem precedentes.

Da mesma forma que na década de 1960, com a atual emissão de US$ 3,0 trilhão de
dólares falsos para sustentar a guerra do Iraque, o mercado financeiro está
abarrotado de dólares falsos, então estão facilitando o crédito até para países que
deram calotes, tal como a Argentina, dentre muitos outros. Na década de 1970 o City
Bank liberava crédito em dólares falsos até para padarias falidas do Rio de Janeiro.
O Ministro Delfim entupiu as estatais de dólares falsos.

Na década de 1960 o mecanismo foi um pouco diferente, ou seja, o mercado financeiro
incentivou os paises subdesenvolvidos, como o Brasil, a se endividarem com juros
baixos. Após colocarem todos os dólares falsos emitidos com a guerra do Vietnam, no
ano de 1971, com o fim do padrão ouro, estabelecido no governo Nixon, os juros
americano saltaram para 22% ao ano. Com isso começou a ruir o milagre brasileiro,
culminando com  o fim dos governos militares, tendo o seu último presidente
(Figueiredo) saído pelas portas dos fundos do palácio.

A lógica atual foi de vender a ilusão de boa classificação no mercado, para países
bons pagadores, com altos saldos de reservas, com isso os países subdesenvolvidos se
entupiram de reservas em dólares falsos. Estas reservas estão sendo aplicadas em
títulos americanos, com remuneração negativa de 2% ao ano (Inflação americana de 4%
ao ano e juro de 2% ao ano). Cabe lembrar que o Brasil paga, em média, 13% ao ano
para carregar a sua dívida.

É essa lógica esquizofrênica que a estupidez coletiva brasileira comemora como sendo
a apogeu de uma nação. Como essa mágica vai explodir, veja preços dos alimentos e
petróleo no mercado internacional, aí vamos ouvir as mesmas lamentações dos
governantes de plantão:

“O Brasil caminhava bem, mas o mundo, por inveja lutou contra o Brasil”.

Mais uma vez na história do Brasil a culpa do nosso fracasso vai ser atribuída aos
estrangeiros contra os inocentes e puros brasileiros.  E vamos queimar muitas
bandeiras dos Estados Unidos.

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