ANO VI




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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010
EDUCAÇÃO NO TOPO DAS PRIORIDADES

            O brasileiro inicia o ano calendário de 2010 com generalizado otimismo quanto ao crescimento da economia (5% do PIB). Ocorre um verdadeiro “tip point”. Esse alto astral até certo ponto é benéfico porque incentiva as iniciativas de ampliação de negócios. Chega-se a dizer que o Brasil está dando um banho nos países do primeiro mundo e que os mesmos deveriam copiar os nossos passos. Lembra-me a mesma euforia quando aqui se ampliava o uso da correção monetária, como uma ferramenta avançada e desprezada pelos mesmos países. Hoje volta-se a dar loas à política do crescimento acelerado do salário mínimo como um dos fundamentos do sucesso, chegando-se ainda a propor que percentagem do aumento do PIB – Produto Interno Bruto – seja agregado aos salários.

Pequena minoria sabe que tudo isso terá um alto preço a ser pago no futuro não muito longo.

O país continua a apresentar números medíocres na educação do seu povo, em comparação com os Estados Unidos e a União Européia. Vejam o quadro abaixo.

             

Níveis

EEUU

Europa

Brasil

 

            Na avaliação feita pela PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos com 15 anos de idade em 57 países, os brasileiros ficaram em 52º lugar em Ciências, 53º lugar em matemática e 48º lugar em leitura.

            Como se vê estamos longe, muito longe, da capacitação de nosso povo para sustentar o crescimento econômico e social para competir com as outras nações.

            É verdade que existem várias iniciativas para melhorar o quadro. A média de anos do brasileiro na escola formal cresceu de 5,2% em 1992 para 7,4% em 2008. Longe dos 12 anos dos coreanos, por exemplo. Temos hoje 272 escolas técnicas, das quais 132 foram instaladas de 2003 até 2009. Estão previstas mais 82 escolas para 2010. É um avanço indiscutível. Eleva a oferta de 10% das vagas do ensino médio para cursos profissionalizantes. Na Correia do Sul e no Canadá tal oferta chega a 50%.

            Como o ano de 2010 será palco de novas propostas para os novos governos, a educação deverá merecer preciosa atenção. Não sei se dará votos. Mas é necessário que os formadores de opinião entrem em cena para o bem do Brasil.

 

Hélio Mazzolli – economista – Email mazzolli@terra.com.br

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