Algemas, escutas telefônicas e revisão da Lei da Anistia
Não sou a favor do emprego da algema, no entanto tem-se que levar em consideração que ao se prender um marginal de alta periculosidade, não há outra condição, senão garantir um meio de evitar a fuga do preso. Generalizar o uso das algemas é uma atitude afrontosa. Esse detalhe só foi percebido quando se atingiu a própria carne. No momento em que elementos da alta sociedade, prefeitos, banqueiros e políticos foram algemados, aconteceu um alvoroço geral. O presidente do Supremo Tribunal Federal – STF, correu para o gabinete do presidente da república e logo o banqueiro Daniel Dantas era posto duas vezes em liberdade. Estranho como no Brasil se protege os de bem com a vida. Os miseráveis nunca tiveram esta atenção. Agora o Fernandinho Beira-Mar, após a revogação do emprego das algemas, depôs perante uma juíza sem as algemas colocadas em seus pulsos. (Seu advogado alegou que o seu cliente tinha endereço fixo- prisão de segurança máxima- e profissão: empresário da construção civil).
Uma ressalva é bom se notar. No Rio de Janeiro, onde não se costuma aceitar pacificamente o estado de direito, a polícia encontrou uma fórmula para driblar a súmula do STF; amarrou os pulsos de marginais presos com fio elétrico. “Cordas e fios não são algemas!” Disseram os policiais.
Outro contencioso com a Polícia Federal, a ABIN e o ministro da Justiça. A revista Veja desta semana revelou que grampos tinham sido feitos para escutas nos gabinetes dos presidentes do STF, Senado e em gabinetes de senadores; e, até, em salas da ministra Chefe da Casa Civil da Presidência da Republica e do secretário particular do presidente Lula. O presidente do STF ficou furioso, desfazendo uma viagem ao exterior para exigir explicações ao presidente Lula. Mas o presidente que está empenhado em reforçar a campanha de candidatos a prefeitos e vereadores de seu partido, mandou avisar ao ministro do STF que o receberia na segunda-feira (hoje) no Palácio do Planalto. O presidente Lula não mostrou sensibilidade política nesta ocasião, preferindo fazer o que gosta de fazer: arrogância, esnobando o presidente do STF. Se fosse para receber elementos ligados à organização criminosa MST, teria encontrado tempo para receber o ministro, como já o fez em inúmeras vezes, recebendo sem agendamento e sem aviso prévio na Granja do Torto, em pleno domingo, os companheiros de lutas políticas.
Ficou-se sabendo que o chefe da Gestapo petista, o ministro da Justiça, Tarso Genro, é um curioso desvairado, ouvindo paralelamente as escutas feitas nos grampos realizados pela Polícia Federal. Tem uma adoração mórbida em escutar as conversas telefônicas! Fica tão excitado que chega a ter orgasmos múltiplos. Coisa de ex-terrorista sádico!
Para finalizar, estou de acordo com a nota do César Maia que sugere a demissão do senhor Tarso Genro. É bom que aconteça antes que este monstrengo exceda a sua fúria revanchista e crie problemas para o presidente da república. Ele não deve ficar tão certo que as FFAA brasileiras vão permitir que os seus companheiros de farda sejam entregues, sem reação, à sanha de meia dúzia de desvairados terroristas para submetê-los a julgamento como se fossem simples criminosos. Se a justiça achar que se deve fazer uma revisão na Lei da Anistia, que se julguem todos os que se envolveram na luta armada dos anos 64/85, terroristas e torturadores, como querem chamar os petistas inconformados com a derrota aplicada pelos militares no Movimento Político Militar de 1964. E que se faça também uma revisão no derrame dos cofres públicos com as indenizações e pensões milionárias dadas aos comunistas.
Três figuras petistas abraçaram a causa do revanchismo, querendo justiçar os militares. São as criaturas caquéticas, esclerosadas, ignóbeis, chupas-cabra, e toda a definição que se queira empregar para nomear as porras-loucas Tarso Genro, Paulo Vannuchi e o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini. Este acaba de sair da tumba, ainda com pedaços de carnes putrefatas escorrendo pelas vestes, para engrossar o coro dos vampiros justiceiros.
Gostaria de esclarecer dois pontos:
(a) Não participei em nenhum momento de ações de combate aos terroristas; pelo contrário, fui transferido em 1965 para Aquidauana, Mato Grosso, ‘a bem da disciplina’, pelo fato de ter comparecido ao discurso do presidente João Goulart, no Automóvel Clube do Brasil, quando se comemorava a posse da nova diretoria do Clube de Sub-Tenentes e Sargentos do Exército – CSSE. Na minha unidade houve dezenas de prisões e expulsões de sargentos e oficiais quando eclodiu o Movimento Político Militar de 1964. Não entrei nesta briga em causa própria. Eu defendo os companheiros que se sacrificaram cumprindo ordens superiores, combatendo os traidores da pátria que queriam transformar o país numa república do proletariado, à exemplo da ex-URRS. Alguns foram feridos e outros perderam as suas vidas. Defendê-los é uma questão de honra para mim. Faço minhas as palavras do Gen Ex Walter Pires de Carvalho e Albuquerque, Ex-Ministro do Exército:
“Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora de agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se opor a agitadores e terroristas, de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia”.
(b) Pode parecer falta de respeito me dirigir ao ministro da Justiça, Tarso Genro, com palavras fortes, nada respeitosas para a dignidade do cargo que exerce. Infelizmente o Ministério da Justiça tem a infelicidade de neste momento está sendo dirigido por um terrorista, pouco afeito com a jurisprudência que o cargo exige, um homem sem postura moral, de atitudes inconseqüentes e que não para de se dirigir às FFAA brasileiras com insinuações desairosas, sugerindo publicamente que se puna os militares, por ele chamados de torturadores. Eu o vejo melhor desempenhando o papel de rábula de porta de xadrez, que é tudo que a sua formação intelectual e profissional lhe dar condições. Uma porcaria de um advogado de quinta categoria. Sempre que olho para ele, não consigo deixar de lembrar do faxineiro do meu prédio; ao contrário, um homem simples, rude, sem nenhuma instrução, que não consegue diferenciar um jornal ‘O Globo’ de um ‘Jornal do Brasil’, mas um funcionário íntegro, e como tal é tratado no condomínio. Respeito-o e admiro-o, o que não consigo fazer com o senhor Tarso Genro, que só passa a imagem de um crápula, indecente e covarde. Um terrorista medíocre que não soube valer a sua condição de fora da lei. Na primeira escaramuça, fugiu do país borrando-se nas calças.
Voltando ao tema da revanche contra os militares. Enquanto não se tomar uma medida abrangente, sugiro que os militares não atendam nenhum tipo de intimação, venha de onde vier. Se é para partir para o confronto da ilegalidade, não falta disposição de todos nós militares para fazer uso das armas e repetir a façanha do grande líder esquerdista Che Guevara: prenda-se num dia, e leve-se ao paredão na madrugada do dia seguinte! Cuba nos deu este exemplo na queda do ditador Fulgêncio Batista.
José Geraldo Pimentel
Cap Ref
Rio de Janeiro, 01 de setembro de 2008.

