MANIPULANDO OS RECURSOS E PROMOVENDO A…
Sabemos que graças ao costumeiro espírito natalino que impregna a alma do nosso líder, durante todo o ano, em especial de olho nas futuras eleições, temos, desde o inicio, garantido ao mestre um reconhecimento nacional.
Em matéria de distribuir os recursos oriundos dos pesados impostos, ele é supimpa.
Na verdade, ele e seus comparsas são manipuladores dos pesados impostos que suamos para pagar (você sabe quantas vezes a gasolina aumentou de preço este mês?) e procedem como se os recursos arrecadados fossem oriundos de uma cornucópia, sempre repleta de inesgotáveis riquezas. E ainda nos enfiam, goela abaixo, o nefasto III PNDH.
Ao que parece, nos cofres do Tesouro Nacional existe a tal cornucópia mágica. Haja vista, a profusão de bolsas criadas e manutenidas com os nossos impostos. São benemerências que não tem mais fim para os países africanos e para os “cumpanheiros” da América Latina, e são tantas as bolsas confeccionadas por sua excrescência, que fica difícil enumerá - las.
Assim, o que comentar, além de lamentar que semelhante personalidade tenha poderes para conceder aposentadoria e indenização para os atletas das seleções de futebol que ganharam as Copas do Mundo, e que instituiu ao seu bel prazer, além das bolsas funeral, cultura, energia, gás, família, e outras menos votadas e pouco conhecidas, agora, a bolsa – presidiário (uma barbaridade e uma demagogia sem tamanho: o governo dá uma verba para as famílias dos presidiários que tenham filhos na idade escolar, etc; e nada faz para as famílias das vítimas dos facínoras), a bolsa - formação, a bolsa - copa e a bolsa – olimpíada?
O nominado, inebriado com a hipótese de estrelato no exterior, procede como um Midas, cujo toque transformasse tudo em ouro. Por isso, assustam - nos as cifras que rodeiam o nosso desgoverno, que acena com bilhões para a Copa, para as Olimpíadas e para futuras obras (sempre futuras), para as quais acena o provimento de milhões ou bilhões de reais, como se o saco fosse sem fundo. Entretanto, alguns já se preocupam com o aumento do salário mínimo e seus futuros reflexos. Outros mostram como na transcrição abaixo, que muito breve, a inconseqüência poderá estourar.
“A dívida pública federal (dívidas interna e externa) avançou 7,15% em 2009, para R$ 1,49 trilhão. Segundo dados divulgados nesta terça (26) pela Secretaria do Tesouro Nacional, em todo o ano passado, a dívida pública cresceu R$ 100 bilhões, o que representa a maior expansão nominal desde 2005, quando o endividamento avançou R$ 143 bilhões, para R$ 1,15 trilhão. No fim de 2008, a dívida estava em R$ 1,39 trilhão. O principal fator que contribuiu para o crescimento da dívida em 2009 foi a capitalização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A expectativa do Tesouro Nacional, divulgada no início do ano passado, era de que a dívida pública fechasse o ano passado entre R$ 1,45 trilhão e R$ 1,6 trilhão”.
Hoje, sua fama extrapolou os muros do território nacional e sua figura se esparrama pelo mundo afora. Na busca de projeção, do aplauso fácil promete mundos e fundos para o Haiti, arvora – se em mecenas dos desvalidos, e não socorre, devidamente, as vítimas das catástrofes nacionais, por que aqui navega em quase 100% de apoio.
Meus amigos, quanto mais infla a sua soberba, mais nós afundamos. No período anterior, quando o mundo crescia, tivemos um pífio crescimento, a não ser o dos gastos públicos, com o Executivo como “hors concours” na dilapidação dos recursos públicos. Hoje, no recuo econômico internacional, quando verificamos que a China e a Índia promovem o crescimento de seu PIB acima de 8, ou 9%, nós, ou melhor, os economistas deles falam cheios de pompa em crescimento de 5% para 2010, omitindo que o ônus da má administração planejada deverá absorver a maior parte daquele crescimento.
É meus amigos, pagamos um alto preço para promover e manter a projeção internacional do popular mandatário.
Ainda sucumbiremos disso.
Brasília, DF,
Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

