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Domingo, 7 de Fevereiro de 2010
Nelson Jobim, um agente duplo infiltrado nas Forças Armadas


Poderia começar este texto invocando a música de Geraldo Vandré: ‘Prá não dizer que não falei de flores.’ É um alerta que dirijo às nossas autoridades militares, cobrando atitude para que no futuro não sejam responsabilizadas pela destruição das Forças Armadas. Um plano vem sendo arquitetado pelo atual governo, a começar pela campanha sórdida comandada pelos ministros da Justiça, Tarso Genro, e o da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi. O presidente da república, senhor Luiz Inácio Lula da Silva, age em surdina, e quando flagrado, utiliza de seus costumeiros recursos de fugir das responsabilidades de seus atos; nega mesmo os planos que foram acordados previamente e contam com a sua assinatura. O ministro da Defesa, senhor Nelson Jobim, é a figura mais importante deste tabuleiro. Criou um Plano de Estratégia Nacional de Defesa, cheio de boas intenções, mas que não teria boa receptividade por parte da maioria dos chefes militares. As desconfianças logo seriam corroboradas pela mídia. Eis o que noticiou a imprensa:

 

<i>Um projeto de lei complementar, enviado pelo governo em meados de dezembro ao Congresso, tira poder dos militares, fortalecendo o papel do Ministro da Defesa, que passa a ter autoridade para decidir sobre promoções e compras no Exército, Marinha e Aeronáutica.</i> (O Estado de São Paulo, 31/01/2010).

<i>O ministro Nelson Jobim (Defesa) pediu a líderes partidários na Câmara dos Deputados que tratem com prioridade o projeto de lei complementar que cria o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, função cujo objetivo é centralizar as decisões de Exército, Aeronáutica e Marinha. O Estado-Maior seria chefiado por um general de último posto subordinado diretamente ao ministro da Defesa.</i> (Folha de São Paulo, 03/02/2010).


Estas reformulações nas FFAA as transformarão em simples forças públicas.

O plano é permitir que as FFAA passem a ser massa de manobra dos governantes de plantão.

O ministro da Defesa sem dúvida conspira contra a própria instituição que comanda. Age como um agente duplo infiltrado nas FFAA brasileiras. Ele passou a ser visto como o `cabo` Anselmo da Nova República!
Este comportamento é bem típico de sua personalidade. Não é preciso ir longe para entendê-lo na sua real dimensão. Quem não se lembra de suas andanças como deputado federal constituinte, confessando depois que fraudara artigo da Constituição Federal de 1988. Teve uma passagem pouco lisonjeira pela presidência do Supremo Tribunal Federal, quando mereceu uma censura dos magistrados do Rio Grande do Sul. Sua vida pregressa está bem no nível dos amigos do presidente Lula. Pessoas sempre às voltas com a justiça. Dizem, mesmo, que o presidente Lula escolhe os seus auxiliares pela extensão de sua ficha pregressa. Quanto mais fraudador, corrupto, delinqüente; mais próximo está do ciclo de sua amizade. O presidente se sente um pinto ciscando no lixo, quando se sente cercado da escória de homens fora da lei. É um traço inerente ao seu caráter forjado nas lutas sindicais como agitador de portas de fábricas.
Não se tem conhecimento que uma pessoa de bem faça parte de suas relações de amizade.
O ministro Nelson Jobim é a ponta de lança que atua diretamente na parte estrutural das FFAA, aniquilando-as como instituições militares. O ministro Paulo Vannuchi comanda a campanha de difamação. Ambos têm um traço em comum: guardam mágoas das FFAA. O Nelson Jobim veste uma farda de general para se firmar como indivíduo, anti a sua frustração de não ter feito o serviço militar, sobrando-lhe o Certificado de Dispensa de Incorporação. O Paulo Vannuchi quer provar aos seus antigos ‘cumpanheros’ de luta armada, que não se acovardou ao ser preso nos anos 71 a 76 e não os dedurou. Será que a revelação dos chamados ‘arquivos da ditadura’ não viria mostrar o contrário? Sua ação predadora contra os militares pode ser um sinal de quem morre de medo do militares.

Alguns dirão: ‘O ministro Nelson Jobim ameaçou entregar o cargo quando o senhor Paulo Vannuchi disse que chamaria de covardes os comandantes militares se não comparecessem à solenidade de lançamento do ‘Plano Nacional dos Direitos Humanos 3’. Isso é solidariedade!
Essa teatrização é típica dos farsantes. Mostrar-se solidário com um grupo, enquanto o apunha-la pelas costas. Neste aspecto o ministro Nelson Jobim é useiro e viseiro. Quem não se lembra do lançamento do livro ‘Direito à memória e à verdade’ quando o ministro na frente do presidente da república e cercado dos camaradas petistas ameaçou prender os generais quatro estrelas do Alto Comando do Exército, caso discordassem do livreto que defende os terroristas do Araguaia? Criou o plano denominado Estratégia Nacional de Defesa. Ao ser questionado por militares que viram no documento uma forma de afastar os comandantes militares da esfera do poder, disse que não se intimidava com os militares. Na realidade o ministro Nelson Jobim é o porta voz da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Segundo a revista ‘Isto É’, Jobim disse ao comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, que a nova política segue orientação da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A senhora que comandou assaltos a bancos, quartéis, tramou assassinato de major americano que estudava no Brasil, e hoje, pela avaliação do presidente Lula, é a pessoa mais indicada para sucedê-lo na presidência da república. Na cabeça do presidente Lula só uma criminosa tem condições de levar avante o seu plano de destruição das instituições brasileiras!
O ministro Nelson Jobim executa bem o seu papel. Enquanto processa planos para desestruturar a organização militar, vai desmoralizando os chefes militares, desautorizando-os e os ameaçando o quanto pode.

Este o ministro da Defesa que num instante se mostra solidário com os militares, noutro momento trama a sua destruição. E há quem acredite em fortalecimento das FFAA, com aquisição de caças (superfaturados, cuja escolha é feita por imposição do presidente da república), construção de submarinos convencionais e movido a energia nuclear, carros blindados, etc., armamentos para entrar no parque das FFAA daqui a 10, 20 e 30 anos, quando essa geração de chefes militares já tiver passado deste para o outro mundo, e nem mesmo o presidente Lula existir mais na face da terra.
Eu acredito em homens honrados, de caráter, moral ilibada, que não mude de personalidade conforme a platéia que o assiste. A ter um ministro enganador, trapaceiro, indigno da confiança dos militares, antes não tê-lo!
Dos ministros que passaram pela pasta da Defesa, o senhor Nelson Jobim tem se mostrado o mais dinâmico, porém é o menos confiável. A sua dinâmica conspira contra as FFAA brasileiras.

Já tivemos o coronel Joaquim Silvério dos Reis, o `cabo` José Anselmo dos Santos e agora a iminência parda `general de exército` Nelson Jobim como traidores da instituição militar. Será verdade que a arma que apunhá-la o militar pelas costas está nas mãos de outro militar? Os capitães Luís Carlos Prestes e Carlos Lamarca também ilustram o livro de ouro!

Nota cultural: Por terem tramado contra a instituição militar e a nação brasileira os capitães Luís Carlos Prestes e Carlos Lamarca foram compensados com a promoção `post mortem` de general de brigada. No universo ético e moral do petismo, trair a própria pátria é ser `herói nacional`!


José Geraldo Pimentel
Cap Ref EB

Rio de Janeiro

jgpimentel001@terra.com.br

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