PNDH-3 (Comissão da Verdade)
A defesa da Comissão da Verdade proposta pelo Plano Nacional de Direitos Humanos baseada na premissa de que a apuração de todos os fatos daria luz à verdadeira história e ajudaria a evitar a repetição de uma nova ruptura do processo democrático não se sustenta. A criação dessa Comissão é puro revanchismo, acredito até que exista o interesse de também usá-la eleitoralmente. O que realmente ameaça qualquer democracia é: 1. um congresso podre e submisso ao executivo, igual ao nosso. 2. Uma justiça que começa a ouvir o clamor das ruas e se move de um lado para outro conforme os ventos políticos soprados do outro lado da Praça dos Três Poderes, que hoje está quase que reduzida a um poder, contrariando o que está escrito na lei e na Constituição. 3. Essa justiça que dá ganho de causa a um fora da lei em detrimento da liberdade de informação de um jornal independente e democrático. 4. A invasão das universidades brasileiras, principalmente as públicas, por marxistas de carteirinha, que além de se acharem donos intransferível da verdade se prestam a patrulhamento ideológico, antes durante e depois de greves puramente políticas. 5. Um poder central composto por sequestradores, ladrões de bancos, apologistas do uso de drogas, comandados por um presidente notóriamente despreparado para o cargo, prestes a desrespeitar até tratados internacionais, dependendo do desdobramento do caso Cesare Battisti. 6. A proteção injustificada de bandidos internacionais e narcotraficantes das FARC sob o pretexto de protegê-los de perseguições políticas, dando-lhes status de refugiados políticos. 7. A crescente política desagregadora do povo brasileiro. Hoje temos o Brasil índio, o Brasil branco, o Brasil negro, o Brasil de homossexuais, o Brasil de heterosexuais, o Brasil dos pobres, o Brasil dos ricos, o que já começa gerar ressentimentos e ódios entre grupos, situações nunca vistas antes no seio da sociedade brasileira. 8. Um ministério de Relações Exteriores que sai pelo mundo afora à caça de ditadores pelos quais sentem uma verdadeira atração. Tenha com exemplos o endeusamento da múmia cubana, a atenção dispensada ao coronelzinho da Venezuela, o tapete vermelho estendido para Mahmud Ahmadinejad, comandante da ditadura teocrática do Irã, as recentes visitas ao ditador e terrorista líbio, Muamar Kadafi, e a Bashar al-Assad ditador sírio, a criação de uma embaixada na Coréia do Norte, talvez para abrigar o presidente vitalício em caso de deposição do mesmo, a exemplo de Honduras onde nossa representação diplomática foi tranformada em um chiqueiro pela inabilidade de nosso corpo diplomático, diante de uma imposição de Hugo Chávez. Isso para não falar das republiquetas centro africanas, alvos da nossa política externa, algumas delas até tiveram suas dívidas perdoadas pelo nosso governo para que seus perpétuos dirigentes pudessem contiuar desfilando de Rolls Royce, enquanto 2.5 milhões de esfomeados concentram-se em campos de refugiados, muitos deles sobreviventes de massacres oficialmente autorizados (300 mil mortos em Darfur). Esses são os fatores que realmente ameaçam nossa democracia. A famigerada Comissão da Verdade pretende levar a julgamento quem? Os Coronéis e Generais de hoje ou os de ontem? Lembre-se que são passados 46 anos, e os Generais de ontem ou já morreram ou, pela idade avançada, e de acordo com as leis brasileiras tornaram-se inimputáveis; e os Generais de hoje, na ocasião dos fatos tinham 10 anos, portanto o possível único crime cometido por eles teria sido roubar frutos no quintal do vizinho. O Brasil tem 20% de sua população esclarecida, lê muito sem sentir azia, tem discernimento suficiente para ler o PNDH e nas entrelinhas perceber qual a verdadeira razão de tal excrescência. Por favor, não menospreze tanto a nossa inteligência, não somos beneficiários do bolsa-família, nem parte do esquema dominante. Vamos parar com tanta hipocrisia.
Humberto de Luna Freire Filho

