ANO VI




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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009
CASO CÉSARE BATTISTI… e o Sen. Suplicy.

Amigo,

entendo que o sen.Suplicy é um caso.

Clínico, naturalmente.

Condição que, nas especiais circunstâncias que o cercam, o condena a ser também um paradigma do ‘Idiota Útil’, exemplo escarrado de candidato a eventualmente receber uma bala na nuca.

Seu comportamento evidencia bondade.

Dispõem deste tipo peculiar de sensibilidade à dor, sofrimento ou carência alheios, eliciando o impulso de socorro. Acredito mesmo que é capaz de, literalmente, dar a própria camisa a um necessitado.

É, por minha ótica, um valor humano superlativo que lhe move minha simpatia.

Mas, pari passu, carrega aquele particular tipo de ingenuidade que associo à patologia, porque bloqueia fatalmente a percepção da ambiência emocional havida em qualquer contato social - a percepção intuitiva do que se passa nos bastidores ocultos do discurso e intenções manifestos.

Tout court, cegueira emocional. Um fenômeno que, não trabalhado psicoterapeuticamente, representa absoluta condenação ao fracasso existencial, inclusive porque o torna vítima inerme à manipulação cínica da canalha que o cerca.

Representa uma tal facilidade de indução a compromissos com conceitos negativos - valores espúrios, sofismas engolidos sem análise apenas para garantir a não-rejeição - que irá, gradual mas seguramente, conduzí-lo a crescentes níveis de corrupção anímica.

Suplicy é - era? - uma bela alma, um coração generoso, a quem uma falha na capacidade perceptual transformou em vítima e instrumento, cego e abúlico, da insídia comunista. Mais um de seus infinitos crimes contra a consciência.

Este pobre homem incorpora à perfeição o primeiro dos três clássicos perfis caracterológicos passíveis de adição à escatologia marxista - o IMBECIL, escravizado a seu inimigo por disfunção perceptual, culpas mágicas e dependência emocional - burrice patológica.

Tal como o segundo destes perfis - o ‘DOENTE’, neurótico motivado a destruição do Bem por frustração e inveja corrosiva - tem reais possibilidades de superação em trabalho psicoterapêutico. Algo de que, ademais, fogem como o diabo da cruz.

Quanto ao terceiro tipo - o CANALHA, modelo imperante nas elites comunistas - só é suscetível a um único, e somente um, remédio: qualquer dos procedimentos que abreviem sumária e completamente sua estadia no planeta.

Suplicy é um pobre coitado, alvo de derrisão e desprezo por aqueles mesmos que o usam impiedosamente, e merecedor de nossa compaixão.

Mas, enquanto instrumento - consciente ou não - do Mal Manifesto, nunca, de nossa tolerância.

M.

P.S. - Dados significativos:

- não existe comunista após psicoterapia eficaz - e - comunismo e sanidade psico-emocional são antíteses absolutas.

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